Alimentos que previnem doenças |
Pimenta |
| Nome dado as plantas das famílias solanáceas, pireráceas,etc., cujos frutos são empregados como condimentos pelo sabor ,aroma e ardência . Nativa da Índia, a pimenta era conhecida na Europa desde antes da época das Cruzadas - quando seu comércio foi incrementado. Calicute, na Índia, era o principal centro produtor. Dali, a pimenta saía em navios para Meca (onde pagava imposto) e era levada, através do Mar Ruivo (o Mar Vermelho), para Ormuz (onde era taxada), seguindo para a Judéia (onde pagava imposto), sendo daí transportada em camelos para o Cairo (onde era sobretaxada), chegando até Roseta (depois de passar pela alfândega) e dali ia para Alexandria (onde pagava tributo). Em Alexandria, a pimenta era recolhida pelas galés vindas de Veneza e Gênova e, então, distribuída para o resto da Europa - a peso de ouro.Em maio de 1453, os turcos otomanos tomaram Constantinopla e bloquearam aquela milenar rota de comércio. Os venezianos fizeram um acordo com eles e obtiveram o monopólio da distribuição da pimenta. Os genoveses se injuriaram e passaram a financiar as expedições que zarpavam de Portugal - uma varanda debruçada sobre o Atlântico - com o objetivo de contornar a África, chegar à Índia e comprar pimenta por um preço cinco vezes inferior. Iniciou-se assim a primeira aventura globalizante da humanidade - a mesma que, após a chegada de Vasco da Gama e seus canhões a Calicute, no dia 22 de maio de 1498, iria inaugurar o período que alguns historiadores já chamaram de "a era da dominação européia na História". A pimenta do reino, uma especiaria do mundo antigo, é uma planta conhecida há muitos anos. O grande naturalista Plínio menciona a pimenta do reino em diversas passagens de sua história natural, famosos navegantes como Marco Pólo, no século XIII, e Nicolo Ponti, no século XV, também fazem referências a pimenta do reino. Nos últimos séculos da Idade Média, generalizou-se muito o uso de especiarias, particularmente da pimenta do reino, na culinária dos europeus, que usavam não somente como condimento como também nas confeitarias e nas vinícolas. A pimenta do reino representa, em média, 30 % do volume das transações comerciais, no mundo, referente às especiarias. Ela é originaria da região indo-malaia, sendo produzida principalmente na Indonésia e na Índia.Principais tipos de pimentas: PIMENTA DE CHEIRO - Conhecida também como pimenta-bode, é típica da culinária baiana e nordestina, tornando-se presença obrigatória em pratos como o xinxim de galinha e os bobós. É saborosa, forte e picante. De formatos e cores diversos, pode ser encontrada fresca ou em conserva. PIMENTA HABANERO - Em forma de lanterna, é a mais forte das pimentas, e seu sabor persiste bastante na boca. As cores variam entre amarelo, laranja e vermelho. Originária do Caribe e da Costa Norte do México, foi a primeira pimenta a ser cultivada pelos Maias. É usada fresca, seca ou em molhos, bem diluída.PIMENTA-CUMARIM(capsicum cunttlriln)-Pimenta-verde pequena, muito picante e ligeiramente amarga, vendida fresca e em conserva. É brasileira nativa, mas pode ser encontrada também na Itália, onde é chamada de peperoncino e largamente utilizada. PIMENTA DA JAMAICA - Marrom, com sabor e perfume que evocam a noz-moscada, o cravo e a canela, essa pimenta nativa das Américas e do Oriente é pouco picante e ligeira¬mente adocicada. Encontrada em grão ou em pó, pode temperar pratos salgados e doces. PIMENTA DEDO-DE-MOÇA - Mais suave que a malagueta e ligeiramente mais picante que a jalapeño, também é bastante difundida no Brasil. Fresca ou em conserva, presta-se a uma grande variedade de pratos. Saborosa, integra molhos e acompanha peixes. PIMENTA JALAPEÑO - É uma das mais populares no México e nos Estados Unidos, pois suas sementes são retiradas facilmente (as bagas que são picantes), o que a torna suave. Verde-escura ou vermelha e de aroma marcante, seu nome homenageia a cidade de Jalapa, capital de Vera Cruz, no México. É utilizada em vários molhos para tacos e burritos. Quando seca e defumada, é conhecida como 'chipotle'. PIMENTA MALAGUETA - Ideal para feijoada. Altamente picante, é uma das mais populares no pais e mede de 3 a 4 milímetros de diâmetro e de 2 a 3 centímetros de comprimento. Deve ser usada com bastante cautela já que pode sobressair ao próprio gosto da comida. PIMENTA-ROSA - Não chega a ser uma pimenta, embora use o nome. É o bago seco da aroeira, planta de outra família botânica,etc. Crocante, suave e ligeiramente adocicada, foi bastante usada na nouvelle cuisine francesa. Hoje serve para inúmeras receitas, inclusive para saladas e sobremesas exóticas. Explica-se: o ativo capsaicina, presente no fruto, libera uma carga de endorfina do cérebro para o sistema nervoso central produzindo uma agradável sensação de bem-estar. Dependendo da quantia consumida esquenta o corpo, ruboriza a face e queima a boca. A pimenta previne coágulos e os paises que utilizam estes condimentos em sua dieta tem um índice muito diminuído de derrames e infartos.Além disso é utilizado para prevenir bronquite, colesterol, tromboses, amigdalites, gripe e um potente expectorante.O principio ativo da pimenta é chamado de capsaicina que alem de diminuir a crase sangüínia.A capsaicina é liposolúvel e devido a isto a pimenta fica muito mais “ardida” quando curtida no óleo e menos quando curtida no vinagre. CREDIDIO, E. V., "Alimentos Funcionais na Nutrologia Médica" - Editora Ottoni - Itu, SP, 4º Edição - 2008. |