Castanha do Pará

A castanheira (Bertholletia excelsa H.B.K) é conhecida também como castanha-do-Brasil e castanha-do-Pará e Brazil nut ou Para nut. Na 3ª Convenção mundial de Frutos Secos ocorrida 92 em Manaus, com a participação de mais de 300 empresários, convencionou-se chamá-la de castanha-da-Amazônia.
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A castanheira (Bertholletia excelsa H.B.K) é conhecida também como castanha-do-Brasil e castanha-do-Pará e Brazil nut ou Para nut. Na 3ª Convenção mundial de Frutos Secos ocorrida 92 em Manaus, com a participação de mais de 300 empresários, convencionou-se chamá-la de castanha-da-Amazônia. Após a decadência da borracha, a castanha-do-Brasil passou a constituir o principal produto extrativo para exportação da Região Norte do Brasil, na categoria de produtos básicos.

Dr. Edson Credidio - Médico Nutrólogo, Doutor em Ciências de Alimentos pela Unicamp, Título de Especialista em “Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos” pela Unicamp, Coordenador do Sistema Nutrosoft, Perito Judicial em Análise de Alimentos e membro da Associação dos Peritos Judiciais do Estado de São Paulo, Membro da International Colleges for the Advancemente of Nutrition - USA, Membro da American College of Nutrition – ACN – USA, Membro do Comitê Científico do Food Ingredients South America, Membro Titular da Academia Latino – Americana de Nutrologia e Autor com dezesseis livros publicados.

A exploração de exemplares nativos desta árvore é protegida por lei (Decreto 1282 de 19 de outubro de 1994) e seu fruto tem elevado valor econômico como produto extrativo florestal, mas não impede seu plantio com a finalidade de reflorestamento tanto em plantios puros quanto em sistemas consorciados. Contudo, o avanço da fronteira agrícola na Amazônia vem reduzindo progressivamente o extrativismo da castanha; sua derrubada pelas frentes de penetração da madeira e da pecuária, empurrou para áreas cada vez mais distantes os intermediários entre o coletador e os donos das usinas de beneficiamento.A castanheira apresenta várias aplicações: a) "ouriços" como combustível ou na confecção de objetos, mas o maior valor é a amêndoa, alimento rico em proteínas, lipídios e vitaminas podendo ser consumida ou usada para extração de óleo; b) do resíduo da extração do óleo obtém-se torta ou farelo usada como misturas em farinhas ou rações; c) "leite" de castanha, que é de grande valor na culinária regional; c) madeira com boas propriedades, sendo indicada para reflorestamento e empregada tanto na construção civil como naval.O beneficiamento pode ou não ser feito. As castanhas com casca podem ser vendidas desidratadas ou semi desidratadas ou ainda a granel (sem beneficiamento). As castanhas sem casca (amêndoas) são obtidas quebrando-se manualmente e podem ser vendidas com ou sem película. Devido ao formato irregular, há uma grande porcentagem que se quebra (Vianna, 1972).Segundo Sant’anna (1985), aproximadamente 10% delas se quebram, reduzindo seu valor comercial a apenas 60%do das castanhas perfeitas e a utilização dessa quantidade, bem como parte da produção na forma de subprodutos, é alternativa para o aproveitamento dessa matéria-prima de alto valor agroindustrial. Yokoya et al. (1971) consideram que o armazenamento e a conservação da castanha-do-Pará constituem os problemas mais importantes para sua comercialização.A castanha somente poderá ocupar um local de destaque na pauta de exportações e de mercado interno a partir do momento em que houver uma política de estímulo destinada ao produtor extrativista, mantendo o homem na floresta e aumentando a produção extrativista.Pesquisas com o melhoramento genético e germinação estão em andamento para a obtenção de variedades mais precoces e técnicas mais aprimoradas de manejo e cultivo desta espécie, além da modernização dos modos de beneficiamento da produção e armazenagem.A castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil é a semente da castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânica Lecythidaceae e nativa da Floresta Amazônica. É um fruto com alto teor calórico e protéico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer (cancro ou tumor).Castanha com casca é altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente. A castanha-do-brasil (ou castanha-do-pará), as nozes e as avelãs são exemplos de alimentos desse grupo. As oleaginosas são ricas em selênio, oligoelemento relacionado com o sistema imunológico e com as funções do sistema nervoso central. No caso da castanha-do-brasil, apenas uma unidade é capaz de fornecer a necessidade diária de selênio. Suas gorduras, monoinsaturadas, ajudam a prevenir doenças cardiovasculares. Uma delas, chamada betasistosterol, dificulta a absorção do colesterol pelo organismo. Alguns estudos mostram que as oleaginosas ajudam a prevenir câncer, esclerose múltipla e mal de Alzheimer. Fruta típica do norte do Brasil. A Castanha-do-pará pertence à árvore castanheiro. É um fruto com alto teor calórico e protéico. A castanha-do-pará é rica em selênio, que serve para prevenção de câncer nos pulmões e próstata. Esse selênio combate os radicais livres e agindo contra o envelhecimento. É utilizado para fortalecer o cérebro. É uma fruta oleaginosa que possui em sua composição uma grande quantidade de gordura vegetal de boa qualidade, que auxilia na oxidação de gorduras ruins como o LDL colesterol, possui selênio um potente antioxidante que protege as células contra os radicais livres. Além de proporcionar energia e proteínas, vitaminas e minerais ao organismo.


Informação nutricional

 

Por 100g

Porção 10g

%VD(*)

 Valor Energético

660 kcal 

70 kcal 

 Carboidratos

13 g 

1 g 

 Proteínas

14 g 

1 g 

 Gorduras totais

64 g 

6 g 

11 

 Gorduras saturadas

18 g 

2 g 

 Gorduras Trans

0 g 

0 g 

 Colesterol

0 mg 

0 mg 

 Fibra alimentar

3 g 

0 g 

 Cálcio

198 mg 

19,8 mg 

 Ferro

3,4 mg 

0,3 mg 

 Sódio

16 mg 

2 mg 

*Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal.

 

 

Castanha-do-pará supre necessidades orgânicas de selênio- Estudo realizado pela pesquisadora Vanessa Coutinho, doutoranda do Laboratório de Nutrição-Minerais da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, constatou que a castanha-do-pará é um eficiente suplemento alimentar capaz de suprir a necessidade diária de Selênio. O mineral, ingerido em doses recomendadas, evita a propagação do câncer e diminui sua incidência, prevenindo cardiomiopatias e melhorando o sistema imunológico. Atua no equilíbrio do hormônio ativo da tireóide, reduz a toxidade de metais pesados e age como antioxidante, protegendo o organismo contra os danos provocados pelos radicais livres. O estudo submeteu um grupo de capoeiristas à suplementação do mineral por meio da ingestão de castanhas-do-pará. Os atletas foram divididos em dois grupos de jovens de ambos os sexos, sendo um deles composto por praticantes assíduos de capoeira, com uma média de treinamento de 190 minutos, no mínimo, quatro vezes por semana, e o outro tido como grupo controle. Ambos foram avaliados e suplementados pelo período de 160 dias, com uma única castanha-do-pará ao dia, que possui em média 59 microgramas de Selênio por noz, o que está dentro da recomendação nutricional ideal. Foram realizadas coletas de sangue e unhas no período inicial, após 70 dias, e no final do período (160 dias). Vanessa verificou a eficiência da castanha-do-pará na melhora do estado nutricional relativo ao selênio e na atividade antioxidante. Outros trabalhos realizados no Laboratório de Nutrição, orientados por Silvia M. F. Cozzolino, mostraram evidências de que a população de São Paulo apresenta uma baixa ingestão do mineral. "Esta baixa ingestão está relacionada à dieta habitual da população e ao teor do mineral no solo, que se diferencia entre as diferentes regiões. No Norte e no Sul do País, bem como no litoral, o solo é mais rico em selênio que, conseqüentemente, é mais absorvido pelas plantas. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste existe maior deficiência do mineral. A ingestão diária adequada de Selênio, de acordo com as recomendações internacionais RDA (Recommended Dietary Allowances), deve ser de 55 a 70 microgramas diárias. A quantidade encontrada na população de São Paulo, de acordo com a pesquisa, estava em torno de 20 a 40 microgramas por dia. Quanto à dieta da população, a pesquisadora Silvia Cozzolino recomenda que sejam ingeridos alimentos com maior concentração de Selênio, como alimentos marinhos — peixes, moluscos, alimentos de origem animal — carnes e aves, e alguns cereais (o trigo) e, principalmente as nozes, em especial as castanhas-do-pará. "É recomendável também que se faça uma reeducação alimentar, em que se possa corrigir a ingestão por meio da escolha de alimentos com maior teor de selênio como a própria castanha-do-pará", diz.Porém, apesar da preocupação com a qualidade da dieta, devemos ter maior atenção nos casos de suplementação, pois a dose a ser oferecida deve estar de acordo com as recomendações nutricionais oficiais, a chamada dose fisiológica, e não megadoses, que o organismo não tem capacidade de absorver e utilizar adequadamente.

 

Está provado que incluir amêndoa na dieta acentua a redução de peso. E tem mais: ela é rica em proteína, fibra, cálcio, ferro e gordura do bem, que protege o coração. Delicie-se sem culpa!Se as amêndoas, castanhas e nozes passam longe do seu cardápio por conta das calorias, você não sabe o que está perdendo. Essas delícias fazem parte do seleto grupo das frutas oleaginosas, que, além de carregarem muitos nutrientes, podem ser excelentes parceiras na hora de emagrecer. Estudos indicam que, quando aliadas a uma dieta, essas castanhas auxiliam na perda de peso, pois são ricas em gorduras monoinsaturadas, responsáveis por manter o nível de açúcar no sangue estável e ativar o metabolismo da queima de gorduras. O mais recente deles, publicado na revista norte-americana International Journal of Obesity, comparou os efeitos de uma dieta para emagrecer enriquecida com amêndoa a uma mais tradicional, suplementada com carboidratos complexos. O grupo que comeu amêndoa não só obteve mais sucesso na redução do peso e do total de gordura corporal como também teve mais facilidade em manter a perda de peso durante o tempo estudado. Lançar mão das gorduras do bem para emagrecer é um recurso cada vez mais defendido por especialistas no mundo todo. O treinador físico Jorge Cruise, autor do best seller norte-americano Boa Forma em 8 Minutos pela Manhã (editora Frente), defende que, por equilibrar o nível de insulina liberada pelo pâncreas, essas gorduras ajudam a converter os estoques de gordura corporal em energia. Além disso, os especialistas são unânimes ao classificá-las como ótimas moderadoras de apetite. “Ao comer cinco ou seis nozes antes da refeição, você se sente saciado mais rápido e por mais tempo”, escreve o médico norte-americano Michael Roizen, autor dos best sellers Idade Verdadeira e A Dieta da Idade Verdadeira (Editora Campus). E não é só isso. A família das castanhas é muito rica em nutrientes. Na lista de seus componentes benéficos entram fibras, proteína, cálcio, ferro, potássio, zinco, selênio, vitamina E, ácido fólico, entre outros. A castanha-do-pará, por exemplo, já ficou famosa por seu alto teor de selênio, mineral que atua no equilíbrio da tiróide (evitando oscilações de peso), previne tumores, fortalece o sistema imunológico e protege contra a ação dos radicais livres. “Uma castanha-do-pará por dia supre todas as necessidades de selênio do organismo”, garante Vanessa Coutinho, coordenadora da pós-graduação em nutrição esportiva e clínica da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro (RJ). Já amendoim, amêndoa e pistache são boas fontes de proteína e não devem faltar na alimentação de quem não come carne. O zinco, presente especialmente na castanha-do-pará e de caju, tem papel fundamental na produção de glóbulos brancos; magnésio, encontrado na maioria dessas castanhas, ajuda a controlar a pressão e a reduzir sintomas da tensão pré-menstrual; sem falar no potássio, que dá uma mãozinha ao desenvolvimento dos músculos. As gorduras monoinsaturadas presentes nesses alimentos também são uma vantagem e tanto. Elas reduzem o nível de colesterol ruim e aumentam o HDL, o colesterol do bem, responsável por limpar as artérias. Por isso, elas são armas poderosas para afastar as doenças cardíacas. Uma pesquisa norte-americana revelou que duas colheres de sopa de nozes por dia é capaz de reduzir em 13% o nível total de colesterol. “Cada 1% do colesterol reduzido significa 2% a menos de risco de doenças cardiovasculares”, diz Liliana Bricarelo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo. Mas não se esqueça de que, mesmo sendo do bem, essas gorduras carregam muitas calorias. Um pacotinho de 100 gramas de amendoim ou castanha de caju, por exemplo, vale o mesmo que um Big Mac. Nem é preciso dizer que, consumidas em exagero, acabam como estoque de gordura. Por isso, o recomendado é comer as castanhas no lugar de outro alimento, não apenas adicioná-las à dieta.Para quem quer usufruir dos benefícios das oleaginosas e ainda perder peso, a amêndoa é mesmo a melhor opção. Além de ser rica em nutrientes, 12 unidades têm menos de 100 calorias. O ideal é consumir essa porção ao longo do dia (quatro unidades no lanche da manhã, quatro no lanche da tarde e quatro antes de dormir, por exemplo). Já a macadâmia é a menos indicada: uma dúzia tem 200 calorias. E cuidado com o amendoim: mal armazenado, pode conter uma toxina cancerígena. Qualquer que seja a sua escolha, o melhor é consumir as oleaginosas cruas. Se não gostar, uma boa alternativa é torrá-las em casa, pois o calor do forno não é suficiente para tirar os benefícios dos nutrientes nelas contidos. Para preservá-las, conserve em lugar seco e afastadas da luz. Se forem industrializadas, confira no rótulo se contêm gordura vegetal hidrogenada e evite os grãos muito salgados, que favorecem a retenção de líquidos. Bom apetite! As castanhas não só podem como devem fazer parte da sua dieta. Mas, por serem muito calóricas, é necessário consumi-las com moderação.