Dietoterapia

A alimentação vem ganhando a cada dia sua real importância na saúde do ser humano e cada vez mais a mídia vem dando a relevância a esta modalidade de tratamento natural e preventivo que realmente funciona. Uma grande dificuldade que enfrentamos é a proliferação cada vez maior de livros e artigos sem nenhum embasamento científico e levado a população, que acredita em muitas sandices e dietas que podem provocar sérios problemas de saúde e até a morte do usuário. Eu particularmente só compro um livro, quando leio o currículo do autor, muitas vezes o autor não tem formação e só escreve coisas incoerentes. Neste trabalho vamos dar algumas noções sobre dieta e plano alimentar apesar de ser um o objetivo primordial falarmos mais sobre alimentos funcionais, porém eles só tem uma ação realmente efetiva quando inseridos em uma dieta balanceada e o uso excessivo de um determinado alimento funcional poderá ser prejudicial a saúde de quem o utiliza. Outro fator que conspira contra o sucesso da Dietoterapia é a genética de cada indivíduo, que interfere no ritmo do metabolismo. Isso ajuda a explicar por que alguns regimes funcionam bem para algumas pessoas e deixam outras frustradas. Muitas vezes, vemos uma dieta prometendo perda de peso rápida e sem esforço, são fórmulas mágicas que surgem como moda e invariavelmente conquistam um grande número de adeptos. O problema é que estes pacientes, são pessoas que sofrem de grave problema de saúde e muitas vezes são criminosamente enganadas. Temos acompanhado o que vem sendo dito a respeito do uso indiscriminado da gordura como forma de emagrecimento. Vamos entender melhor o assunto. Em primeiro lugar, qualquer tipo de dieta que restringe nutrientes é prejudicial à saúde. Elas podem até promover uma perda de peso imediata, mas a um custo altíssimo. Sem contar que, por serem temporárias, provocam o que chamamos de supercompensação, que aumentam muito a capacidade de absorver e reter calorias. A gordura é fundamental para a saúde. Suas principais funções são fornecer ácidos graxos essenciais ao organismo, poupar queima de proteínas com função energética, adicionar sabor e palatabilidade à alimentação, promover absorção de vitaminas (A, D, E, K), além de isolar e controlar a temperatura do corpo.Elas são divididas em saturadas e insaturadas. As saturadas são gorduras de alimentos de origem animal (gordura do leite, carne vermelha, banha, manteiga etc) e estão diretamente relacionadas às doenças cardíacas e arteriosclerose.As insaturadas são de origem vegetal podem ser consideradas menos prejudiciais, como os óleos de canola, girassol e azeite de oliva. A maioria das formas de insaturadas de gorduras possui também o Omega 3, um dos elementos que formam a molécula de gordura. Ele é encontrado principalmente em peixes de água fria, como salmão. Por ser um tipo de gordura benéfica, ajuda a aumentar os níveis de HDL, o "bom" colesterol, no organismo.Tudo em excesso é prejudicial e industria alimentícia tem lançado no mercado alimentos adicionados esse tipo de gordura, mas as quantidades disponíveis e da forma utilizável pelo organismo são muito baixas, seria preciso um consumo muito grande de determinado alimento.Outro componente presente nas gorduras são as triglicérides, o excesso dele na alimentação pode aumentar os depósitos de gordura no corpo, contribuindo para o aumento de peso. Além disso, aumenta inclusive na taxa sangüínea.Uma alimentação saudável deve conter todos os tipos de nutrientes e em proporções adequadas. Evitando as gorduras saturadas e alimentos ricos em colesterol.O consumo exagerado de gordura aliado à restrição dos outros nutrientes essenciais ao organismo (carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais) pode levar a doenças cardiovasculares, arteriosclerose e dislipidemias. Todos os nutrientes são importantes para um funcionamento orgânico correto, devemos sempre escolher um cardápio variado, pois não existe um único alimento que forneça todos as substancia  nutritivas que necessitamos.Uma boa dieta é aquela que não cause ao seguidor, transtornos metabólicos ou de saúde,que consiga incluir um programa alimentar adequado e uma mudança estável no peso do paciente e é clinicamente favorável pois vai melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes. Atualmente, a obesidade é definida como uma doença endócrino metabólica crônica e heterogenia, com base genética e que se instala quando o paciente segue uma dieta hipercalórica, hipergordurosa e o sedentarismo.Portando, alem de um plano alimentar pessoal,necessitamos de uma mudança de vida e hábitos com a incorporação na vida do paciente obeso ,chegar a consciência de que o comer de maneira moderada,balanceada e cuidadosa e ser fisicamente ativo esta será a única forma de ter êxito em obter um corpo desejado,sem por em risco sua integridade física.O importante é comer de tudo, com prazer e de forma equilibrada. Isto sim, emagrece e mantém você saudável.Vamos comentar algumas bases da boa alimentação apesar deste livro ter como objetivo os alimentos funcionais, porque eles só tem uma ação realmente significativa quando inserido em uma dieta balanceada.Come-lo em excesso ou sem critério é prejudicial.

Leis da Alimentação estabelecidas por Pedro Escudero:

1º - Lei da quantidade

A quantidade de alimentos deve ser suficiente para cobrir as exigências energéticas do organismo e manter seu balanço energético.As calorias que ingerimos devem ser suficientes para permitir o cumprimento das atividades de uma pessoa ,bem como a temperatura constante do corpo.

As diferentes atividades determinam exigências diferentes. Deve haver uma distribuição entre os alimentos.

2º - Lei da qualidade

O regime alimentar deve ser completo em sua composição, para oferecer ao organismo, que é uma unidade indivisível, todas as substancias que o integram.O regime completo inclui todos os nutrientes, que devem ser ingeridos diariamente.

3º - Lei da harmonia

As quantidades dos diversos nutrientes que integram a alimentação devem guardar uma proporção entre si, como por exemplo, relação cálcio/fósforo: 0,65 para adultos e 1,o para as crianças e gestantes.

4º - Lei da adequação

A finalidade da alimentação está subordinada à sua adequação ao organismo. A adequação, por sua vez, está subordinada ao movimento biológico da vida,e, além disso, deve adequar-se aos hábitos individuais, à situação econômica-social do indivíduo,e , em relação ao enfermo, ao seu sistema digestivo e ao órgão ou sistemas alterados por enfermidades. Em resumo a alimentação normal (equilibrada)deve ser quantitativamente suficiente, quantitativamente completa, além de harmoniosa em seus  componentes, e adequada à sua finalidade e ao organismo a que se destina.

 

FONTE: Credidio, E. V. – “Dietoterapia na Nutrologia Médica” – Editora Ottoni, Itu, SP, 2008,  4º Edição.